Mulher aguarda cirurgia no Hospital de Azambuja
Seis dias é o tempo que resta para que Normélia Matos defina sua cirurgia no Hospital de Azambuja para voltar a caminhar.
Recentemente, ela envolveu-se em um acidente de trânsito e teve um de seus tornozelos comprometido. O médico ortopedista que a atendeu no hospital, Gilberto Iwamoto, informou que seria necessário realizar uma cirurgia reparadora até o dia 28 de outubro, caso contrário, após este período Normélia Matos poderá ficar com gravíssimas sequelas.
Desde então sua irmã, Lizane Maria Matos, tem buscado junto à Diretoria do Hospital de Azambuja e a Secretaria de Saúde de Brusque a viabilidade desta cirurgia.
O ortopedista, Gilberto Iwamoto, por experiência determinou que a platina a ser utilizada na cirurgia seja uma de melhor qualidade, a qual não é oferecida pelo SUS.
Segundo o ortopedista, a platina que o SUS disponibiliza é de baixíssima qualidade e tem apresentado problemas em diversas cirurgias, e ele não deseja ser responsabilizado pela paciente e seus familiares pelas possíveis sequelas que poderão ocorrer caso utilize esta platina de baixa qualidade do SUS.
A quem compete?
A platina determinada pelo médico tem um custo aproximado de R$ 5.000,00, e o Sistema Único de Saúde não cobre. A questão é a quem compete arcar com estes custos? O Hospital de Azambuja, ou a Secretaria de Saúde do município?
A reportagem da Rádio Cidade ouviu a secretária de Saúde, Maria Aparecida Morelli Belli, sobre o assunto. Conforme a secretária, está no contrato assinado de que o custo dos materiais a serem utilizados nas cirurgias realizadas pelo SUS compete ao Hospital e não a Secretaria de Saúde.
Foi ouvido também o administrador do Hospital de Azambuja, Hilário Borchardt, que detalhou: a platina solicitada pelo médico Gilberto Iwamoto, no valor de R$ 5.000,00, não está prevista no contrato pelo SUS, ou seja, o que o Sistema Único de Saúde oferece é uma platina de baixa qualidade, e com um preço bem inferior, e que tem apresentado problemas.
No contrato está claro, o Hospital de Azambuja é apenas um órgão prestador de serviços, e como tal só pode custear valores dos quais estejam dentro da tabela do SUS.
Lizane Maria Matos, irmã de Normélia, sugeriu a possibilidade de pagar pelo valor da platina, porém aí há outro entrave. A legislação não permite. Ou o atendimento é pelo SUS ou particular. Se ela desejar pagar pela platina, terá de arcar com todos os custos da cirurgia.
Na sexta-feira (22), Lizane Maria Matos informou que vai procurar a Promotoria Pública para que haja uma definição sobre esta situação.



